SANTOS FC DE GLÓRIAS MIL EMPATA DE NOVO

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Por Tony Monteiro

Essa vida dedicada à música às vezes interfere no resto das nossas atividades. Um domingo quase inteiro “internado” num estúdio para gravar, por exemplo, faz com que o sujeito fique involuntariamente alheio a quase toda a rodada do Brasileirão. Foi o que aconteceu nesse domingo com este que vos fala… Mesmo assim, vendo alguns VTs, melhores momentos, comentários e mesas-redondas, dá pra chegar com facilidade a algumas conclusões. A principal delas: fazer um time participar de duas competições importantes simultaneamente é no mínimo cruel. Vide o que está acontecendo com os quatro grandes de São Paulo. Entre Santos, São Paulo, Corinthians e Palmeiras, só o time da Vila Sônia contabiliza uma vitória, achada meio que “na bacia das almas”, contra o fraco Bahia. O Corinthians, que se não é nenhuma maravilha ao menos tem um time regular, conseguiu perder até do Atlético Mineiro, que, convenhamos, faz uns 40 anos que não pode ser chamado de “potência”.

O que ocorre é o que todos já viram: os times acabam numa encruzilhada – ou escalam equipes mistas ou botam em campo uma turma de língua de fora por conta da maratona que é forçada a cumprir. Os números mostram o resultado disso. Pelo menos, o bom senso imperou na medida em que o campeonato sofre uma interrupção para a realização dos amistosos da Seleção – aliás, qualquer dia vamos usar esse espaço para falar do time de Mano Menezes.

De todo modo, até que Libertadores da América e Copa do Brasil acabem (ou que os times paulistas caiam fora…), vai ser mais ou menos o que se viu na Vila Belmiro ontem: um time desfigurado, cujos jogadores praticamente se apresentaram dentro de campo e que mostraram um futebol que não faz nem sombra ao que o Santos FC de Glórias Mil costuma apresentar. No fim, o 0X0 com o Sport não foi placar; foi nota…

Aproveitando…

* Pênalti não é sorte. Pênalti não é loteria. Pênalti é um misto de treino, competência e equilíbrio emocional. O Santos mostrou que tem tudo isso na decisão de quinta-feira última. O que poderia ter sido uma série emocionante foi bem tranquila pela frieza e pela competência na hora de bater – ninguém tentou cavadinha, paradinha ou qualquer outra traquinagem. Na verdade, não tem segredo: já foi provado cientificamente que um pênalti batido com força e no canto (de preferência na parte lateral da rede) é impossível de ser defendido.

* Pessoalmente, não gosto de goleiro que fica pulando em cima da linha ou apontando um canto para o batedor na hora do pênalti. Acho que diminui a concentração dele antes de prejudicar o adversário. Porém, Rafael fez isso contra o Vélez e se deu bem. Resta saber se foi sorte ou se eu estou errado, mesmo.

* Nas próximas três semanas estarei fora do país. Não vai dar pra acompanhar o Brasileiro, nem os embates com o Corinthians. Mas no final de junho a gente retoma a programação

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