Sons Of Apollo detona em super show em São Paulo

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Por Charley Gima/FuteRock

A banda Sons Of Apollo detonou em um super show em São Paulo, no último sábado (14), no Tropical Butantã. Estava claro desde a chegada na venue que era um show com o “jogo ganho”, afinal o Sons Of Apollo é um verdadeiro Dream Team que junta medalhões do Rock, Prog e do Hard Rock.

Contando em sua line up com Jeff Scott Soto (vocal, ex-Journey, Talisman, Yngwie Malmsteen’s Rising Force), Ron ‘Bumblefoot’ Thal (guitarra, ex-Guns N’ Roses), Billy Sheehan (baixo, The Winery Dogs, Mr. Big, David Lee Roth), Derek Sherinian (teclado, ex-Dream Theater) e Mike Portnoy (bateria, ex-Dream Theater, Adrenaline Mob, The Winery Dogs), não tinha como este show dar errado, e o Sons Of Apollo fez a alegria dos fãs das respectivas bandas de cada músico.

É importante notar que, apesar do virtuosismo de todos os músicos, não há estrelismos no palco, e a banda soa muito bem ao vivo por causa desta sinergia entre os músicos, pois todos parecem tocar se divertindo, sem querer aparecer mais que algum outro companheiro da banda.

Por contar apenas com um disco lançado, o Sons Of Apollo tocou também alguns covers, e teve até uma versão do tema da “pantera Cor de Rosa”, que deu uma quebrada no andamento do show, mas não quebrou o clima entre a banda e os fãs. Os músicos fizeram seus solos, todos técnicos e precisos, mas, por incrível que apreça, o mais interessante foi o trabalho vocal feito por Jeff Scott Soto que fez uma canção à capela usando um pedal de delay na voz, conseguindo assim ele mesmo fazer várias linhas vocais ao mesmo tempo, cantando a parte principal e fazendo o backing vocal, tudo sozinho e ao vivo.

Derek Sherinian é um monstro no teclado, isto fica claro seja ele tocando sozinho ou junto com os outros músicos! Billy Sheehan é um mestre no baixo, e, como sempre, faz um show à parte empunhando o seu baixo, tirando notas inimagináveis de seu instrumento. Ron ‘Bumblefoot’ Thal mostra que um bom guitarrista não precisa ficar só “punhetando” sua guitarra, pode ser melódico e, por vezes, apenas rítmico, trabalhando as bases para os outros instrumentos. Bumblefoot faz também os backing vocals, junto com Mike Portnoy que é outro monstro no palco! Portnoy já deve estar fluente em português, pois é um dos músicos gringos que mais visitaram o Brasil nos últimos anos! Nem temos o que falar sobre a performance de Portnoy, que ao vivo é tão precioso quanto em estúdio.

O show de abertura do foi feito pela excelente banda Republica, que, apesar da frieza de parte do público, conquistou a simpatia dos fãs do Sons of Apollo e mostrou um som potente e bem tocado, mesclando o Hard Rock com o Heavy Metal, agradando a quem gosta de uma boa música!

Este post tem 1 comentário

  1. Até que enfim uma resenha que fale a real do metal nacional, por que qualquer crítica séria você é chamado de hater. É uma puta banda foda que tinha um supergrupo e por algum tipo de motivo tiraram os caras. Optaram por visual(marketing) e técnica robotizada(baterista) por talento e criação. O album não alcança o primeiro e por isso nem o segundo. As vozes “emo(no bom sentido) do guitarrista voltaram e se perdeu o segundo “gutural do ex-baixista. Tirar a voz “emo e colocar o segundo “gutural, foi uma puta jogada e incrementada no som do segundo album e uma péssima decisão ao voltar com isso no terceiro. O timbragem e composição do ex-batera fazia cada sentido nas músicas. Hoje parece que pegaram kit virtual monstro de bateria e foram preenchendo o arranjo. Quase mesmo caso do Mangini e Portnoy no Dream Theather. As músicas falavam de ódio, raiva, indignação, violencia, política. Uma autenticidade pura. Hoje falam de “dramas adolescentes. Pra mim, foi algo brochante. E certas letras decaíram a simplesmente palavrões. Cada integrante traz uma carga diferente para a banda, agora se essa nova galera vai conseguir se encaixar, só os próximos trabalhos dirão. Espero que voltem ser a puta banda que já foram um dia.

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